Espírito Santo mantém posição entre os estados mais inovadores do Brasil e fortalece ecossistema de inovação
O Espírito Santo segue consolidando sua posição entre os principais ecossistemas de inovação do país. De acordo com o Índice Brasileiro de Inovação e Desenvolvimento (IBID) 2025, divulgado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o estado manteve a 8ª colocação nacional, permanecendo entre os dez mais inovadores do Brasil.
O resultado reflete uma trajetória de consolidação das políticas públicas voltadas à ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo, conduzidas pelo Governo do Estado por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e de programas que impulsionam a criação e o desenvolvimento de negócios inovadores.
Nos últimos anos, iniciativas de apoio a startups, pesquisa aplicada, formação de talentos e conexão entre os diferentes atores do ecossistema têm contribuído para ampliar a competitividade do Espírito Santo e criar um ambiente cada vez mais favorável à inovação.
O ranking nacional é liderado por São Paulo, seguido por Santa Catarina e Paraná. O Espírito Santo registrou índice de 0,266, mantendo a mesma colocação alcançada em 2024. O desempenho reforça a consistência das estratégias adotadas pelo estado e demonstra potencial para avanços ainda maiores nos próximos anos.
Entre os destaques apontados pelo estudo estão os resultados obtidos nos pilares Instituições, em que o Espírito Santo ocupa a 7ª colocação nacional, e Capital Humano, no qual aparece em 8º lugar. O estado também se destaca como o 4º melhor do país em Educação Básica, evidenciando a importância dos investimentos em formação e qualificação para o fortalecimento da inovação.
Outro dado relevante apresentado pelo IBID mostra que o Espírito Santo está entre os estados que mais reduziram sua distância relativa em relação a São Paulo ao longo da última década. Ao lado de estados como Santa Catarina, Paraná, Paraíba, Piauí, Alagoas e Amapá, o Espírito Santo figura entre aqueles que conseguiram fortalecer seus ecossistemas de inovação entre 2015 e 2025.
A evolução é resultado de um conjunto de ações voltadas ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação. Programas de incentivo ao empreendedorismo, aceleração de startups, apoio à pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas vêm ampliando as oportunidades para empreendedores, pesquisadores e empresas capixabas.
Entre essas iniciativas está o Programa Seedes, que tem contribuído para a consolidação da cultura de inovação no Espírito Santo ao apoiar startups em diferentes estágios de maturidade, conectando empreendedores a capacitações, mentorias, mercado e oportunidades de investimento.
Para Daniel Arrais, empresário de tecnologia, investidor-anjo e professor, o resultado demonstra o amadurecimento do ecossistema capixaba e evidencia os avanços conquistados nos últimos anos.
"O resultado mostra que o Espírito Santo vem evoluindo de forma consistente, principalmente graças às políticas públicas conduzidas pelo Governo do Estado, pela Secti e pela Fapes, que apoiam desde a ideação até a aceleração das startups. Esse conjunto de iniciativas fortaleceu o ecossistema de inovação e contribuiu para que o estado alcançasse uma posição de destaque no cenário nacional. Além disso, o Espírito Santo conta com instrumentos importantes, como o Fundo Soberano e o Funses, que desempenham um papel estratégico no financiamento da inovação, embora esse diferencial não tenha sido considerado pelo levantamento”, explica Daniel.
Segundo o especialista, a continuidade dos investimentos em inovação e o fortalecimento das conexões entre universidades, empresas, investidores, startups e poder público serão fundamentais para ampliar a competitividade do estado e impulsionar novos ciclos de desenvolvimento.
Na avaliação de Daniel Arrais, o cenário também evidencia oportunidades para que o Espírito Santo avance ainda mais no ranking nacional.
"Apesar dos avanços, o estado ainda enfrenta desafios importantes para consolidar seu ecossistema de inovação. É preciso ampliar as políticas de inovação para os municípios do interior, fortalecer ambientes que integrem universidades, empresas, investidores e startups, como parques tecnológicos, e estimular uma maior participação do capital privado. Hoje, muitas startups precisam buscar investimentos fora do Espírito Santo para conseguir crescer. Superar esses desafios será essencial para acelerar o desenvolvimento da inovação e aumentar a competitividade do estado”, complementa.
Embora o estudo aponte desafios em áreas específicas, como o pilar Economia, a avaliação do especialista é de que o fortalecimento contínuo das políticas públicas, aliado ao crescimento do ecossistema de inovação, cria condições favoráveis para que o Espírito Santo amplie sua relevância no cenário nacional.
A expectativa é que a ampliação das iniciativas de fomento, a integração entre os diversos atores do ecossistema e a expansão de ambientes voltados à inovação contribuam para posicionar o estado entre as principais referências brasileiras em desenvolvimento tecnológico e empreendedorismo inovador.
Como o índice é calculado?
O Índice Brasileiro de Inovação e Desenvolvimento (IBID) é um indicador multidimensional inspirado na metodologia do Índice Global de Inovação (GII). O levantamento reúne 80 indicadores estatísticos distribuídos em sete pilares: Instituições, Capital Humano, Infraestrutura, Economia, Negócios, Conhecimento e Tecnologia e Economia Criativa.
Os indicadores avaliam aspectos relacionados à educação, pesquisa, investimentos, crédito, ambiente regulatório, empreendedorismo, produção científica, propriedade intelectual e sustentabilidade, oferecendo uma visão ampla da capacidade de inovação dos estados brasileiros.
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